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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Os anti-depressivos acabam com o prazer?”

 

“Tenho 38 anos e embora a minha vida sexual sempre tenha sido boa noto algumas alterações ultimamente que me estão a deixar preocupada. Passei por uma depressão há pouco tempo e como ainda estou a tomar anti-depressivos gostava de saber se são eles os responsáveis pela diminuição do prazer que sinto.”
 
Rita, Setúbal
 
Cara Leitora,
 
Alguns anti-depressivos, bem como medicamentos para a redução da ansiedade, têm como efeito secundário a diminuição do interesse sexual e dificuldade em atingir o orgasmo. Medicamentos como o Prozac ou Zoloft são notórios neste âmbito. O anti-depressivo que está no mercado e que tem tido menos efeitos secundários a nível sexual e o Welbutrim. É bem provável que pelo facto de estar a ser medicada com anti-depressivos o seu desempenho sexual tenha sido afectado. Converse com o seu médico a respeito do que tem sentido, e se achar necessário peça que lhe receite outro anti-depressivo que tenha menos efeitos secundários, ou que altere a dose da medicação que está a tomar.
 

A primeira vez!

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: Vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade.

O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen. Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele

 

Mitos da virgindade

* O tampão não tira a virgindade;

* Quem se masturba não deixa de ser virgem, mesmo que a masturbação seja a dois;

* Se a rapariga/mulher não sangrar na primeira relação sexual não significa que ela não é virgem.   

 

A dor

Por outro lado, a primeira relação sexual não implica necessariamente dor. Os mitos acerca do rompimento do hímen, da penetração, são passados de boca em boca, de geração em geração. É claro que a precipitação, a falta de confiança, o medo e a ansiedade podem fazer com que os músculos da vagina fiquem mais contraídos e que não lubrifique tanto. Nestas circunstâncias, a relação sexual pode ser um pouco desconfortável. Quando um casal se sente preparado para ter uma relação sexual, quando sente que chegou o momento, quando dispõe de tempo, basta deixar crescer o desejo, relaxar e desfrutar da intimidade a dois. As carícias, os gestos ternos, as palavras ditas com carinho, afeto e cuidado podem ajudar a descontrair.   

 

A idade ideal

Não existe uma idade, uma hora ou um espaço indicado ou aconselhado. Para uma pessoa a idade certa pode ser uma, para a(o) outra pode ser diferente. Tudo depende dos sentimentos, do desejo, da segurança, do sentido de responsabilidade, da maturidade física e afetiva.

 

A sexualidade na asolescência

Para os pais que têm filhos numa fase de grandes mudanças, como é a adolescência, há que deixar os tabus para trás e abrir a mente. Em primeiro lugar, tenha em atenção que, embora não se deva considerar a melhor amiga do seu filho ou da sua filha, é em si que eles devem apoiar-se para esclarecer muitas das suas dúvidas, bem como resolver alguns problemas. Se nunca se mostrar disponível para o diálogo, então será nos amigos da mesma idade, que sabem tanto quanto eles sobre o assunto, que estes irão procurar informação sobre sexo, ou outros assuntos, que pouco ou nada se sentem à vontade para partilhar consigo.

 

Como muitos pais não se preparam para o início da vida sexual dos seus filhos adolescentes, estes acabam por se colocar em situações de risco, tais como: gravidez prematura, contacto com doenças sexualmente transmissíveis ou experiências sexuais desagradáveis. E não falamos apenas de países subdesenvolvidos! 

 

Tenha em conta que não é pelo facto de falar com o seu filho sobre sexo que este iniciará a sua vida a este nível levianamente. E para que isso não suceda explique-lhe que o sexo é algo bom e natural, mas tem um momento certo para acontecer, que temos que estar psicologicamente e fisicamente preparados. E se dúvidas houver, os especialistas dizem que meninos e meninas devem receber o mesmo tipo de orientações. Não podem existir preconceitos. O ideal é que seja o pai a dialogar com os filhos e a mãe a esclarecer as filhas.

 

O hímen é uma membrana de pele muito fina que existe um pouco depois da entrada da vagina. As suas características diferem de mulher para mulher em função do seu grau de elasticidade.

Regras de ouro para manter acesa a sua relação

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1 – O trabalho fica à porta

Se o seu dia foi péssimo, se o seu patrão não a tratou como devia ou se não está a ser os resultados que desejava, pense nisto – evitar a relação com o seu par porque está preocupada com o trabalho não vai melhorar em nada a situação no trabalho e só vai contribuir para lhe criar mais um problema – o da sua relação. Assim, é fundamental aprender a desligar pura e simplesmente, para que as questões profissionais não se sobreponham à vida pessoal. Habitue-se a dar um passeio sozinha antes de ir para casa, pratique desporto ou prepare de vez em quando um banho de imersão quando chega, antes de estar com o seu par. Sair do trabalho para se ir enfiar numa fila de supermercado só aumenta a sua tensão e irritação, por isso organize o seu tempo para que na maior parte dos dias esteja já tranquila quando chega ao pé do seu par. Falar sobre o seu dia e contar como anda o trabalho é salutar para qualquer relação, mas deixa de o ser quando assume uma dimensão desproporcional e se sobrepõe aos afetos e à vida íntima do casal.

 

Uma boa forma de conseguir que o trabalho não avassale a intimidade consiste em fazer uma escapadinha romântica de vez em quando. Não precisa de gastar muito dinheiro nem de ir muito longe, por vezes a própria excitação de ir com o seu marido para um motel traz à relação um gosto novo a algo "proibido", que é o bastante para trazer uma dinâmica renovada à relação.

 

Dicas:

- Instituam um "castigo": sempre que um dos dois falar a mais de trabalho terá de compensar o outro com carícias e massagens.

- Deixe-lhe um recado no chuveiro: "vem aqui ter comigo quando saíres do trabalho!"

- A meio do dia, vá à casa de banho e tire uma foto sensual com o telemóvel, a uma parte do seu corpo de que ele goste especialmente, e envie-lha com uma mensagem provocante. Quando ele a receber no trabalho ficará surpreendido e isso atiçará a sua vontade de estar consigo.

- Comece o fim de semana com um pequeno-almoço na cama, sem pressas.

 

2 – O amor precisa de ser…. regado

Quando namoravam faziam surpresas românticas um ao outro, ele oferecia-lhe flores, você comprava aquela lingerie sexy e esperava que ele chegasse para preparar "aquele" clima. Depois foram viver juntos e… tudo se perdeu. A banalização do romance acaba por matá-lo, pois a paixão também precisa de estímulos constantes para se manter viva. Assim, dê o primeiro passo e diga ao seu amado como se sente feliz quando ele é atencioso consigo, mostrando-se disposta a satisfazer os seus desejos. Escreva-lhe um bilhete onde lhe diz aquilo que adora nele. Beije-o… só porque sim. Quando for sair com ele e com outras pessoas, mande-lhe uma mensagem provocante e desafie-o para ir ter consigo à casa de banho. Prepare-lhe um jantar especial. Revejam juntos as fotos do início do namoro.

 

3 – Dar um novo impulso à vida sexual

Quando o sexo deixa de ser uma novidade, quando já sabem o que excita o outro e parecem seguir um guião pré-definido… o sexo tornou-se "baunilha", isto é, ganhou aquele sabor que é bom… mas não é nada de especial. A única forma de contrariar esta tendência é acrescentar um ou outro “topping” especial de vez em quando. Para o fazer, diversifique as posições e as carícias e criem um espaço e tempo para falarem de sexo. Diga-lhe o que mais gosta, faça-lhe perguntas a ele, conversem sobre as fantasias mais ousadas que têm e pensem em pô-las em prática. Na cama, conduza-o a tocar-lhe exatamente naqueles pontos que a levam ao êxtase. Experimentem passar um dia inteiro na cama, entregues ao corpo um do outro. Encomende comida e peça que lha vão entregar, para que não tenham de preocupar-se com nada. Em vez de achar que já não têm segredos um para o outro, procure encarar o seu companheiro como alguém que conheceu recentemente, e dediquem-se a explorar o corpo um do outro como se fosse uma nova relação.

 

Dicas:

- Nos preliminares, experimentem acariciar-se com penas e cubos de gelo, e brincar com sopros sobre a pele um do outro.

- Faça um desenho numa parte do seu corpo – ou escreva a resposta para algo que ele deseja saber – e faça-o procurá-la.

- Quando ele estiver a trabalhar em casa, leve o seu computador para outra divisão da casa, meta conversa com ele no skype e comece a fazer-lhe um striptease pela webcam.

 

4 - Troque as voltas à rotina

Ao fim de alguns meses, ou anos, de convivência, é normal que haja rotinas instauradas, hábitos que cumprem todos os dias ou semanalmente, como irem jantar àquele "vosso" restaurante à sexta-feira, almoçarem na casa dos pais dele ao domingo ou convidarem "aqueles" amigos para sair. Apesar de ser saudável a partilha de atividades, é essencial deixar de parte os comportamentos repetidos, que acabam por retirar o prazer de tudo o que se faz. Assim, habituem-se a fazer coisas em separado, pois quando se encontrarem terão muito mais para conversar e partilhar. Faça uma lista de coisas que não faz e que gostava de fazer, sozinha, com as amigas, com a sua irmã… sem ele! Assim, terá mais para lhe ensinar, e ele a si. Em vez de irem sempre ao sítio do costume, procurem novos restaurantes, cafés diferentes… estabeleçam a regra de descobrirem lugares novos quando saem. Desafiem-se um ao outro para fazerem algo que ambos sempre desejaram mas que nunca se decidiram a pôr em prática, como andar de balão ou fazer mergulho.

 

5 – Vestida para… reconquistar

É fatal como o destino: a partir de alguns meses de relação deixa de se preocupar se tem a depilação feita, se o verniz das unhas está lascado, se a camisola combina com as calças… e ele também já não lhe faz elogios quando usa um decote mais generoso nem repara se muda de penteado. Com o passar dos dias, esta banalização acaba por destruir o romance. Assim, é urgente recuperar o clima de sedução que existia nos primeiros tempos de namoro. Como?

- Peça-lhe que lhe ofereça uma lingerie sexy.

- Faça uma depilação diferente nas virilhas.

- Cole um post-it no frasco da compota a dizer "Lambuza-me e abusa".

- Vestir-se para jantar com ele como se fosse o vosso primeiro encontro.

- Olhá-lo fixamente até ele lhe perguntar porque é que o está a fazer, e então diga-lhe: "continuas a ser um pão!"

- Voltar a ter os mesmos cuidados que tinha quando se conheceram, evitar comer cebola quando estão num jantar romântico, não besuntar a cara com creme antes de se irem deitar, etc.…

 

6 – Voltar a fazer dele uma prioridade na sua vida

Lembra-se quando não se poupava a esforços para o ver, independentemente do que tinha para fazer? O que mudou entretanto? Ao passar a tomá-lo como um dado adquirido na sua vida isso fez com que deixasse de o ver com aquela aura de excitação que lhe provocava borboletas no estômago, e que é vital para a saúde de qualquer relação. Tenha presente que os nossos pensamentos se convertem em ações, que por sua vez criam aquilo que temos na nossa vida. Assim, se procurar reviver as sensações que tinha no início do namoro isso fará com que a sua mente volte a estar em sintonia com as emoções desse tempo, trazendo-as de volta à sua vida. O preço de por um relacionamento em segundo plano, por causa de exigências profissionais ou domésticas, pode ser muito mais alto do que imagina, por isso não arrisque. Retome o seu comportamento inicial com ele, e sobretudo volte a encará-lo como "aquela" pessoa que você tem de ver… custe o que custar.

 

7 – Elogiá-lo

Sentir que é especial, único e importante, faz com que qualquer homem se sinta o melhor à face da Terra, o que por sua vez cria nele os mesmos sentimentos para consigo. Pense com franqueza: "há quanto tempo não o elogia quando fala dele às suas amigas?" Provavelmente quando o conheceu não se cansava de lhe gabar as qualidades e de as enumerar a todas as pessoas à sua volta… depois que casaram, contudo, aproveita a mínima oportunidade para se queixar dele à sua mãe, à sua prima, à irmã dele… está na altura de parar esse comportamento e de inverter essa tendência! Faça-lhe elogios a ele diretamente e fale bem dele às pessoas com quem lida diariamente, e verá como isso opera grandes mudanças na relação. Se sente que ele também não a valoriza, fale sinceramente com ele, sem queixumes nem recriminações, mas para que ele perceba o que você sente, pois se não a sabe valorizar… algo precisa de ser mudado, e já.

 

8 – Todos os dias são bons para amar… e fazer amor

No início da relação qualquer momento era bom para fazerem amor, em qualquer sítio e a qualquer hora. Entretanto, com a habituação e a rotina o sexo acaba por ser desvalorizado, relegado para segundo ou terceiro plano… Lembre-se que intimidade partilhada através do sexo é uma das ligações mais fortes num casal. Vai deixá-la perder-se?

O meu marido masturba-se com muita regularidade

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"Sou casada há quase 15 anos e há pouco tempo descobri que o meu marido se masturba com muita regularidade. Temos uma vida sexual ativa e, mesmo assim, o meu companheiro sente a necessidade de se masturbar. Será que eu não chego para o satisfazer?"

Teresa Paixão - Lagoa

 

Cara leitora,

Grande maioria dos homens pratica a masturbação com alguma frequência, mesmo quando tem parceira. Por isso, o facto do seu marido se masturbar, não significa que não esteja satisfeito com a vossa vida sexual, mas provavelmente acontece pela simples razão de que ele sempre se masturbou desde a adolescência. A masturbação é algo que faz parte da sexualidade masculina e feminina, independentemente da pessoa ter um parceiro ou não. A maioria dos homens pratica a masturbação durante toda a sua vida, mas quando estão numa relação, fazem-no menos frequentemente. Não deixe que esta descoberta seja uma fonte de desacordo entre ambos, aproveite a oportunidade para conversar com ele sobre o assunto. Fale-lhe sobre os seus receios e, mais importante, as suas necessidades, o que vai ser bastante benéfico para a vossa relação.

Apatia sexual

“O que é a apatia sexual?

 

Gostava de saber o que é apatia sexual, pois tenho receio de sofrer desse problema uma vez que raramente tenho desejo ou vontade de fazer amor com o meu marido. Como posso identificar os sintomas ou manifestações? O que posso fazer para evitar que isto suceda?”

 

Cara leitora,

A  apatia sexual pode assumir várias formas diferentes, e ocorre quando a pessoa não se sente próxima ou íntima do seu par. Esta disfunção é mais comum do que pode pensar, sendo também designada de aversão sexual, desejo sexual inibido ou hipo activo. Há pessoas que sofrem desta disfunção que nunca tiveram qualquer desejo sexual, enquanto que há outras que tiveram desejo sexual no passado, mas que o perderam. Há pessoas que não sentem desejo pelo parceiro, enquanto outras não sentem desejo sexual de todo.

 

Por vezes aquilo que as pessoas consideram ser apatia sexual traduz-se por diferentes libidos entre os dois parceiros. O interesse e a expressão sexual é muito variável de pessoa para pessoa. Embora seja considerada uma disfunção e incomode algumas pessoas, há outras que convivem perfeitamente bem com o seu baixo desejo sexual. Sofrer de insónias, depressão e stress pode contribuir para a apatia sexual, assim como certos medicamentos e doenças, as mudanças hormonais ou até mesmo ter tido uma educação severa e repressiva.

 

Se desconfia que sofre de apatia sexual, em primeiro lugar é preciso saber se isso sempre lhe aconteceu ou se o passou a sentir com o seu marido, pois pode ser uma questão de diferenças entre as vossas libidos. Procure perceber o que fez com que fosse perdendo o apetite a este nível, e saiba que existem exercícios que a ajudam a recuperar o desejo.

 

A comunicação sincera com o parceiro é sempre o ponto de partida essencial, mas pode ser necessário pedir a ajuda de um terapeuta. Reserve tempo exclusivamente para a intimidade, aprenda a dominar o stress e a ansiedade. A variedade também é uma boa forma de recuperar o interesse pois muitas vezes a rotina e a previsibilidade desgastam a relação. Mudar de posição ou fazer amor em locais diferentes pode ser um truque simples para melhorar a vida sexual.

 

Acima de tudo, estar decidida a pedir ajuda para resolver este problema e a comunicação com o seu par são os factores essenciais para o ultrapassar.

 

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“A diabetes influencia a sexualidade?”

“Sou uma rapariga de 19 anos e iniciei a minha vida sexual recentemente. Gostaria de saber se a diabetes influencia a vida sexual, pois tenho esta doença e estou preocupada, uma vez que tomo medicação. Será que esta doença pode prejudicar a minha vida sexual e impedir-me de ter prazer?”
 
Cláudia, Peniche
 
 
 
Cara Leitora,
Certos estudos têm demonstrado que algumas mulheres com diabetes têm tendência a ter dificuldades a nível do seu desempenho sexual. Dos problemas diagnosticados destacam-se a diminuição do desejo sexual, a redução da lubrificação vaginal e a dor durante a penetração sexual.
Porém, é importante que fale com o seu médico assistente ou solicite a ajuda dos membros da sua equipa de aconselhamento da diabetes de modo a que possam ser encontradas alternativas para ultrapassar esta questão. Certo tipo de medicação para a diabetes tem como efeito secundário a redução da libido, a qual é responsável pelo desejo sexual, mas cada caso deve ser estudado isoladamente pois a diabetes tem repercussões variáveis de pessoa para pessoa.
Não encare a diabetes como um entrave à sua vida sexual, adopte uma postura mais descontraída e, não se sinta inibida de pedir ajuda ou uma orientação médica.
 

“Tenho pouca lubrificação…”

 

 

“Para mim as relações sexuais são um pouco dolorosas, porque não tenho lubrificação suficiente. O que devo fazer, para estimular a lubrificação?”

Irene, Vila Franca de Xira

Cara leitora,

Cada mulher é um caso diferente na forma como vive e se adapta à vida
sexual. Algumas posições adoptadas pelos casais podem não ser as mais indicadas
para as mulheres, provocando algum desconforto. Também a forma como a
sexualidade é encarada pelo casal pode não ser a melhor para a entrega e
excitação da mulher, o que dificulta o processo de lubrificação. Aconselho que
utilizem a imaginação e a ousadia para incrementar um outro dinamismo à sua
vida sexual. Não menosprezem os preliminares, pois é nesta fase que existe
maior probabilidade de produzir mais lubrificação. Para estimular a excitação
optem por fantasias sexuais e jogos de sedução porque desta forma é mais fácil
obter uma resposta satisfatória dos órgãos sexuais. Também é importante que o
casal saiba muito bem onde se localizam as zonas erógenas do parceiro, para que
a relação sexual seja prazenteira e satisfatória para ambos. Porém, se quer
aproveitar ao máximo os preliminares, utilize um gel lubrificante que pode
adquirir em farmácias e sex-shops. O lubrificante pode ser utilizado no sexo
vaginal (colocando-o na vagina e à volta do pénis), anal e, inclusive, na
masturbação (pondo-o sobre o clítoris).

 

"Atingimos o orgasmo ao mesmo tempo!"


 

"Eu e a minha namorada temos uma relação fantástica e de há uns meses para cá acabamos por atingir o orgasmo ao mesmo tempo, ou com segundos de diferença, quase sempre que fazemos amor. Ambos estamos muito felizes um com o outro e com esta dinâmica, mas sabemos que é pouco comum. Seremos um casal fora do vulgar?"

 

Pedro, Lisboa

Caro leitor,

Partilhar um orgasmo, quer seja em simultâneo ou não, é uma das mais marcantes experiências da vida a dois. Embora alguns casais consigam estar de tal modo em sintonia, e atentos às necessidades e ao corpo do parceiro, que atingem o orgasmo em simultâneo, com outros tal não acontece, o que não significa que tenham menos prazer ou afinidade. Embora a ideia de atingir o clímax ao mesmo tempo que o parceiro seja romântica e excitante, não é necessário que tal aconteça pois tudo depende de inúmeros fatores e das próprias pessoas envolvidas. Desde que ambos desfrutem dessa sintonia e que, sobretudo, não acabem por sentir-se pressionados por ela ou dececionados quando ela não acontece, aproveitem em pleno essa fantástica cumplicidade e continuem a dedicar-se a explorar o prazer tanto convosco próprios como com o outro. 

“ Não consigo atingir o clímax!”


 

“ Sou casada e tenho uma vida sexual activa, mas de há algum tempo para cá não consigo atingir o orgasmo e não entendo porquê!”

 

 

Ana – Loures

 

 

Cara Leitora:

O facto de não conseguir atingir o orgasmo pode ter várias causas: andar mais cansada do que o habitual, estar a passar por um período de desequilíbrio emocional ou uma crise matrimonial, estar a fazer algum tratamento médico cuja medicação bloqueie os receptores de serotonina no cérebro (o que pode dificultar o orgasmo), ou simplesmente andar a pensar demais nesse problema. O facto de antes de começar a relação sexual pensar que pode não atingir o orgasmo já é meio caminho andado para que isso acabe por acontecer. Liberte-se de todo o stress e preocupações que a rodeiam, procure relaxar bastante, se puder goze um fim-de-semana romântico com o seu marido, e verá como o clímax acabará por chegar.

 

Virgindade: a primeira vez

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade. O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen.

 

Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele.