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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

O prazer dos afrodisíacos

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Para assegurar a sobrevivência das nossas espécies, a questão do sexo e da comida são as necessidades básicas humanas. A procura da felicidade erótica, e a caça de substâncias que promovam isso, é uma área tão antiga como o aparecimento da civilização.

 

Mostrarei como identificar afrodisíacos que estão cientificamente provados e a conduzi-lo a criar deliciosas refeições afrodisíacas, rápidas, simples e fáceis, para que tenha muito tempo e energia para a sobremesa. Também incluímos comidas que são historicamente conceituados para melhorar o desempenho sexual, mas ainda não passaram pela rigorosa avaliação cientifica.

 

Cozinhar e comer é como fazer amor. Os mesmos cheiros e sensações, vista, sabor, ouvir e tocar – têm um papel importante na cozinha e no jogo da paixão. Só por cozinhar uma boa refeição, está a entrar num ato erótico. E mais, afrodisíacos e sexo são realmente bons para si. Muitos estudos científicos mostraram que o aumento da vida sexual e boas relações promovem o bem estar.

 

Desde o inicio dos tempos até hoje

Os afrodisíacos têm feito parte da existência humana e do regime humano desde o início dos tempos. Os caçadores africanos devoraram órgãos crus de leão. Os romanos preferiam pénis de lobo selvagem e sémen de crocodilo, e os egípcios, serpentes venenosas. Parar assegurar a virilidade na noite de núpcias, os noivos prussianos comiam testículos de boi, javali ou urso. Hoje, pénis de tigre ou chifres de rinoceronte ainda são considerados afrodisíacos na China. Os melhores amantes e os escritores mais apaixonados enfatizaram o poder dos afrodisíacos.

 

Qualquer refeição é uma ocasião para celebrar a sensualidade e brindar ao amor, romance, família, e vida. Boa comida servida numa cama de romance conduz à felicidade, saúde, longitude, amor, vida sexual satisfatória.

 

Desde o bolo de carne até ao bolo de queijo

Comida e sexo estão intimamente ligados aos nossos corpos e mentes. Mesmo a nossa linguagem associa comida e sexo. Basta considerar termos usados no jogo da atividade sexual – carne, bolo de queijo, pastel doce.

Há muitas razões pelas quais os afrodisíacos tem o poder de inflamar os nossos sentidos, a nossa imaginação, e aumenta a nossa libido. Os afrodisíacos funcionam em muitos níveis, e vários factores influenciam: químico, sensorial, emocional, romântico, social e factores energéticos.

 

O fator químico

Existem dezenas de comidas, as quais têm se verificado que aumentam a atividade sexual e o nosso apetite sexual e capacidade. Ao contrário do Viagra, estes estimulantes naturais e reforços físicos não têm efeitos negativos como dores de cabeça, diarreia, infeções urinárias. Existem muitas comidas de que falaremos que funcionam como o Viagra, reforçam os níveis da molécula de óxido nítrico, que regulam as ereções.

 

O fator sensorial

Comer é uma atividade íntima, sensual e sensorial que pode estimular os nossos apetites sexuais se as comidas certas estão bem preparadas e consumidas. As comidas lembram-nos o sexo por causa do seu sabor, textura, ou aparência: marisco salgado, por exemplo, sabe e cheira como os fluidos sexuais. Já para não dizer que é rica em nutrientes que ajuda a aumentar os níveis hormonais e melhorar a função sexual.

 

O fator emocional

Preparar a comida para cada um, é um meio de dar e receber amor. Como quando se faz amor, quando alguém cozinha para si, você sente-se alimentada, e quando você cozinha para alguém, você alimenta e cuida dele. As emoções manifestadas por uma boa refeição e por um bom sexo são as mesmas. Sentimo-nos quentes, nutridos, bem cuidados, protegidos, valorizados, e emocionalmente seguros. Noutras palavras "amada"! "O caminho para o coração do homem, é através do estômago" pode ser um mito, mas é verdade.

Memorias, emoções, e os sentidos estão interligados. Em muitas alturas os factores emocionais e sensoriais interagem uns com os outros para provocarem reacções extraordinárias. O aroma sensorial da comida pode evocar poder emocional e aumentar as respostas sexuais.

 

O fator romântico

Tentações são a sua receita para aumentar a criatividade na sua vida, estimular o sexo, e induzir a terem tempo um para o outro. Explore o nosso livro e descobrirá que fazer uma refeição romântica, uma ou duas vezes por semana é a chama necessária para o melhor sexo e para aumentar a intimidade. Combinando um tempo e um encontro por semana com o seu parceiro, você assegurará um bom tempo juntos. É excitante, antecipar essa data e divertido pensar como e com quais afrodisíacos vocês se seduziram um ao outro.

“A diabetes influencia a sexualidade?”

 

 

 

 

 

 

 

 

“Tenho 49 anos e sou diabética, e como tal tomo medicação bastante rígida prescrita pelo médico. Gostava de saber se a doença pode condicionar a minha sexualidade, pois já ouvi falar em algumas coisas a esse respeito que me deixaram alarmada.”

Luísa, Fátima

 

Cara Leitora,

Estudos feitos têm demonstrado que algumas mulheres com diabetes têm tendência a ter certas dificuldades no que respeita ao seu desempenho sexual. Os problemas mais diagnosticados são: diminuição do desejo sexual, redução da lubrificação vaginal e dor durante a penetração sexual.

Porém, se considera que o facto de ter diabetes e de ter uma medicação rígida de alguma forma pode condicionar a sua vida sexual, é importante que fale com o seu médico assistente ou solicite a ajuda dos membros da sua equipa de aconselhamento da diabetes para que juntos possam encontrar alternativas para ultrapassar esta questão. Muitas medicações para a diabetes têm como efeito secundário a redução da libido que é responsável pelo desejo sexual. Mas tenha em consideração que cada pessoa é um caso e a diabetes tem diferentes repercussões de pessoa para pessoa. Não encare a doença como um entrave à sua vida sexual. Tente ter uma postura mais descontraída e se necessário peça ajuda ou uma orientação médica.

 

 

“Quero iniciar a minha vida sexual de forma segura”

“Tenho 19 anos e a minha namorada quer ter relações sexuais, mas eu tenho medo de apanhar alguma doença ou infeção sexualmente transmitida.  Como posso fazer para o evitar? Basta usar preservativo?”

 

 Gustavo, Alverca

 

Caro Leitor,

Iniciar a vida sexual é um passo bastante importante que só deve ser tomado quando se tem a certeza daquilo que se quer fazer. Se tem receio de contrair alguma doença sexualmente transmissível, converse com a sua namorada e explique-lhe como se sente em relação a este assunto, pois o sexo é algo saudável e bonito que deve ser partilhado com alguém em quem confiamos. Aconselho que consultem um médico de forma a averiguar o estado de saúde de ambos e a dissipar dúvidas. Se a sua namorada é virgem as probabilidades de ela ter uma doença sexualmente transmissível é quase nula, mas se ela já teve relações sexuais antes de si, aí então deve realizar os testes necessários para assegurar que está bem de saúde. Uma vez que recebam os resultados, e se tudo estiver bem com ambos, devem escolher um método de contraceção, além de usarem sempre o preservativo.

 

“A menopausa mudou a minha vida!”

 

Desde que entrei na menopausa a minha vida alterou-se por completo. Sinto que já não sou a mesma pessoa, tanto física como psicologicamente. O meu marido não entende as minhas atitudes, o que tem gerado alguns conflitos na nossa relação, principalmente no que diz respeito à nossa vida sexual. O que se passa comigo?”

Guida, Mafra

Cara Leitora,

Antes de mais gostaria de salientar que nesta fase da vida da mulher existem dois estados: a menopausa e o climatério. A menopausa trata-se da última menstruação e o climatério é a fase em que a mulher passa do período fértil para o infértil, onde existe uma diminuição significativa da produção das hormonas sexuais. Nesta nova etapa da vida da mulher, os ovários deixam de funcionar, terminando, então, as menstruações. Esta redução a nível hormonal pode provocar algumas alterações físicas e psicológicas, por vezes condicionando a sua vida afetiva e social (que é o que está a passar-se consigo).

Esta fase tem um grande peso na vida das mulheres no que diz respeito à forma como se vive a sexualidade e na forma como evidenciam alguns comportamentos e atitudes. Neste sentido, deve ter uma conversa séria com o seu marido, lembrando-lhe que a leitora está a passar por uma fase de adaptação de um novo momento da sua vida e por esse motivo é importante que ele seja mais compreensivo de forma a evitarem conflitos desnecessários. 

Estimulação anal para homens!


 

Estou casada há dois anos e gostaria de inovar a nossa vida sexual através de estimulação anal ao meu marido. Será que isso é muito atrevido, será que ele vai gostar?

 

Nicole, Madeira

 

Cara Leitora,

O que é considerado muito atrevido para alguns, é o pão-nosso de cada dia para outros. Existem muitos casais que praticam esse tipo de estimulação e existem de facto muitos homens que, independentemente da sua orientação sexual, deliram com essa prática, chegando mesmo a atingir o orgasmo sem necessitar de mais nenhum tipo de estimulação. Por isso não se preocupe com rótulos e seja inovadora na cama com o seu marido. A estimulação anal em homens deve ser feita sempre com a utilização de um lubrificante e de forma gradual e cuidadosa. Experimente e verá que o seu marido vai gostar.

 

Sexo Baunilha ou com sabor extra forte?

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A designação "Sexo Baunilha", refere-se à relação sexual convencional, por oposição ao sexo praticado em relações de BDSM. A expressão deriva do inglês "vanilla sex", por analogia com o sabor de gelados: aqueles que têm medo de arriscar podem pedir baunilha, pois será sempre aquele sabor familiar, sem surpresas nem riscos. Há, contudo, muitas pessoas para quem "extra forte" nunca é picante demais.

 

Qualquer relação sexual beneficia do "amor" e dos gestos e momentos de puro carinho e troca de carícias com meiguice e cuidado. No entanto, a vida sexual de dois adultos pode, de vez em quando, precisar de alguns elementos mais picantes e de arrebatamentos de paixão para não cair na rotina, que leva à monotonia e, por consequência, ao arrefecimento e à apatia. Nem todas as pessoas gostam de gestos impetuosos ou de soltar a fera que há em si quando têm relações sexuais, e as relações BDSM (com e sem sexo) não são para toda a gente. É importante, antes de mais, ter bem claro que nunca deve ir além daquilo que realmente deseja fazer.

 

O prazer de magoar

O sadismo é uma das atividades do BDSM, e define o prazer em infligir dor no outro, retirando deleite e satisfação do facto de estar a fazer sofrer. Para descanso dos mais suscetíveis, saiba que assim como existem sádicos, há também masoquistas, pessoas que sentem real prazer na dor que lhes é causada. Enquanto que no domínio o dominador procura ter controlo sobre o submisso, no sadismo é na dor que assenta o foco de prazer. Esta dor não é, contudo, cruel: é uma dor apaixonada, na medida em que o que a provoca deseja que ela seja sentida com paixão, e o que a sofre deseja que ela seja infligida com paixão. A excitação é aqui retirada do facto de estar submetido à vontade do outro, no caso dos masoquistas, e de humilhar, fazer sofrer, no caso dos sádicos. O facto de dominar os sentidos do outro excita o que pratica o sadismo, que se sente estimulado pelo seu próprio poder. Este é um jogo de contornos extremos, em que pode haver limites negociáveis e outros indiscutíveis, por serem mais pesados.

 

Uma questão de confiança

Tenha sempre presente que a confiança é a pedra basilar que sustém este tipo de relação. Os praticantes de BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo) regem-se por três princípios básicos: ser são, ser seguro e ser consensual. Como tal, existem códigos de conduta que são respeitados. Numa relação de sado-masoquismo, por exemplo, aquele que exerce o domínio apresenta ao que se submete a ele um contrato, onde todos os limites são definidos, assim como o tempo durante o qual o submisso está sob o domínio do seu dominador. A palavra de segurança, que tem de ser acordada entre os dois, é no caso do sado-masoquismo ainda mais importante, pois é ela que define até onde o sádico pode ir. Esta palavra deve ter um significado distanciado do ato praticado, como por exemplo "tangerina" ou "amarelo", pois neste contexto dizer "pára!" ou "não!" pode ser um incentivo a prosseguir…

O sexo contribui para uma vida mais saudável

Estudos indicam que o sexo contribui para uma vida mais saudável e até actua como 'medicamento' preventivo em certas situações. De que forma e em que aspectos isto pode ser verificado?

 

A sexualidade é uma dimensão muito importante da vida dos humanos, ainda mais hoje em dia, em que a sociedade está muito "sexualizada". Os estímulos sexuais chegam-nos de toda a parte e por qualquer coisa. Nunca se falou e mostrou tanto sexo na história. No entanto, tal não significa mais informação adequada e sempre correcta. Provavelmente há tantos mitos e tabus como antes.  

O que constitui uma vida saudável depende muito de cada pessoa, mas para a maior parte de nós certamente que a sexualidade (e o sexo é apenas uma parte dela!) é uma fatia relevante do bolo. Os afectos entre as pessoas, as relações familiares e íntimas, os contactos físicos e de proximidade são necessidades e factores de boa saúde mental e qualidade de vida no geral, que fazem parte da nossa sexualidade enquanto seres humanos. Pode prevenir-se assim a depressão e a ansiedade, o isolamento social e a solidão, as somatizações que alguns de nós têm (sintomas físicos - como dores de cabeça, de costas ou outros - que reflectem problemas inconscientes de foro psicológico) e mesmo doenças que surgem a longo prazo na vida e que uma satisfação e qualidade de vida podem retardar o seu aparecimento.

Ao nível do sexo propriamente dito, das relações sexuais, o provérbio popular responde bem: "A função faz o órgão" – ter ao longo dos anos uma vida sexual saudável e satisfatória previne o aparecimento de disfunções sexuais como a disfunção eréctil (a impotência como se dizia antes), a falta de desejo ou libido, as dificuldades de excitação e de atingir o orgasmo. Desde que seja sexo seguro, protegido pelo preservativo e seguido medicamente pelo menos uma vez por ano (para avaliar possíveis infecções sexualmente transmissíveis, células pré-cancerígenas, fazer o acompanhamento da contracepção utilizada, etc.) é saudável e muito desejável para o corpo e a mente terem uma vida sexual activa e feliz.

 

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“Gostaria que me explicasse o que é a posição missionário…”

“Tenho 19 anos e quero iniciar a minha vida sexual. Disse isto ao meu namorado e ele disse que a melhor posição para começar seria a de missionário, mas eu não sei como é e tive receio de lhe perguntar. Poderia esclarecer-me sobre este assunto?”

Vânia, Palhais

 

Cara leitora,

Esta posição, a de missionário, é uma posição sexual bastante adequada ao início da vida sexual de um casal e, por isso mesmo, à vossa relação, pois permite facilmente controlar o ritmo e profundidade da penetração, e como estão de frente um para o outro podem trocar olhares e falar para que tanto a leitora como o seu namorado possam comunicar como se estão a sentir. Consiste na mulher deitada de costas e o homem deitado por cima.

Essa posição é, provavelmente, a mais utilizada entre casais. Existem várias posições que podem experimentar uma vez iniciada a vossa vida sexual, faça experiências com o seu namorado e descubram a posição que melhor se adequa a ambos e que vos dá maior satisfação. Se tiver muitas dúvidas experimente comprar um bom livro acerca deste assunto.

“Preciso de animar a minha vida sexual…”

“Sou casada há 20 anos e a minha vida sexual está bastante monótona, e não sei o que devo fazer para animar a minha sexualidade. Tenho 40 anos e sinto que ainda sou demasiado jovem para ter este tipo de problemas.”

 

Ana,
Alhandra

Cara Leitora,

 

 Não se iniba e seja arrojada, pois a melhor maneira de animar a sua vida sexual é sendo inovadora nas suas acções e no seu comportamento. Aposte na novidade e na sensualidade. Desde um jantar exótico à luz de velas, acompanhado por uma sessão de striptease, a um fim-de-semana romântico num local longínquo, até uma visita a dois a uma sex-shop, tudo vale para que a leitora e o seu marido possam reavivar a vossa intimidade.

 

"O meu marido masturba-se frequentemente…não entendo porquê… se ele me tem a mim?”

“Sou casada há 2 anos e recentemente descobri que o meu marido se masturba frequentemente. Será que ele faz isso porque não está satisfeito com a nossa vida sexual? Ele diz que está tudo bem entre nós, mas eu tenho dúvidas??...”

 

Cara leitora:

Sente-se insegura pensando que talvez não esteja a satisfazer o seu parceiro. A realidade é que a masturbação é algo que faz parte da sexualidade de cada indivíduo, independentemente de este ter um parceiro/a ou não. Algumas pessoas praticam-na menos frequentemente quando estão numa relação, mas outras fazem-no com a mesma frequência de antes. A questão mais importante é: Será que ele a está a satisfazer a si? Ou seja, será que se sente incomodada com esta situação por sentir que ele ao masturbar-se está a negar-lhe algo? Parece que a leitora se sente frustrada por o seu parceiro ter apetite sexual para se masturbar e não para fazer amor consigo. Converse com ele sobre o assunto, diga-lhe o que sente, os seus receios, e o mais importante as suas necessidades, pois diferenças no desejo sexual é um dos mais frequentes problemas entre casais.